| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Passeri |
| Parvordem: | Passerida |
| Família: | Icteridae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Dolichonychinae |
| Ridgway, 1912 | |
| Espécie: | D. oryzivorus |
O triste-pia é uma ave passeriforme da família Icteridae. É o único menbro do gênero Dolichonyx,
Seu nome científico significa: do (grego) dolikhos = longo; e onux = garra; e do (latim) oryza = arroz; e vorus, vorare = devorador, comedor de. ⇒ (Ave) com garra longa que devora arroz ou Comedor de arroz com garra longa.
Mede mede aproximadamente 16 centímetros de comprimento e pesa entre 37,1 e 47 gramas, sendo o macho mais pesado que a fêmea da espécie. Apresenta acentuado dimorfismo sexual.
O macho adulto da espécie, quando em plumagem reprodutiva apresenta a coloração preta em sua maior parte, uma distinta mancha de coloração camurça na nuca, esta mancha inicia no alto da cabeça e se estende até o encontro com o manto. Esta mancha pode se apresentar mais ou menos desenvolvida. O restante da cabeça, o peito, o ventre, o crisso e as penas subcaudais são pretos. O dorso e uropígio são cinza, com variações que se apresentam esbranquiçadas. A cauda é rígida e negra. As asas possuem os escapulários brancos, contrastando com as coberteiras e rêmiges que são pretas com bordas brancas.
As íris são marrom escuras, o bico é preto com uma mancha cinza na base da mandíbula inferior. As pernas são de coloração marrom rosada.
Com sua plumagem de eclipse, o macho é semelhante a fêmea da espécie, mas apresenta manchas enegrecidas na garganta. Sua cauda é rígida e lisa, não apresentando barras como aquelas encontradas em indivíduos do gênero Sturnella. Em fevereiro e março, no final do verão do hemisfério sul, encontramos indivíduos com uma plumagem intermediária entre a plumagem nupcial e a plumagem de eclipse.
A fêmea em plumagem de eclipse reprodutivo, apresenta a cabeça quase inteiramente camurça ou bege. Apresenta uma distinta sobrancelha clara, longa e larga que é realçada por uma faixa pós-ocular escura. O alto da cabeça é escuro e é dividido em duas partes por uma lista central pálida. A garganta é branca, a porção inferior (peito ventre e crisso) apresenta coloração bege. Os flancos do ventre têm estrias escuras. O bico apresenta coloração muito característica rosa com uma mandíbula muito clara, e uma faixa negra no cúlmen. A fêmea na fase de eclipse nupcial apresenta sua coloração camurça com um tom mais alaranjado que os machos em sua fase de eclipse reprodutivo, a porção estriada do flanco do seu peito é mais intensa e seu bico é rosa brilhante.
Os juvenis são semelhantes às fêmeas em fase não nupcial. As partes inferiores são bege de maneira uniforme, com exceção dos flancos do peito onde apresentam estrias escuras quase imperceptíveis.
Registrado apenas como visitante da América do Norte, onde é chamado de Bobolink, lembra a fêmea de Sturnella militaris, porém de cauda rígida e unha traseira longa, faixa branca superciliar e outra ao lado do vértice, e com lado inferior amarelado. Entre janeiro e março, quando regressa ao hemisfério norte, muda toda a plumagem.
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Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se principalmente de sementes e insetos.
Nidifica em campos de capim alto, onde as fêmeas depositam de 5 a 6 ovos em um ninho em formato de xícara. Os machos geralmente são políginos.
Nativa da América do Norte, realiza migrações em direção ao sul até a Argentina, Brasil e Paraguai.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: